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30/10/2014

A graça é assumir a beleza da simplicidade

O visual natural e simples dos vasos de cerâmica está com tudo e fica ótimo nas decorações contemporâneas. Não são perfeitinhos. Às vezes, eles ficam com uma aparência desgastada e com mofo na superfície. Mas quem resiste ao encanto destes vasos que adquirem mais charme com o passar do tempo?



































































Imagens via april and may, Nib

20/05/2014

Era do Cobre

Conhecido desde a pré-história, o cobre foi provavelmente o primeiro metal minerado e trabalhado pelo homem. É um dos metais mais importantes industrialmente, tem uma coloração avermelhada, é dúctil, maleável e bom condutor de eletricidade. Sendo assim, esse metal acaba de ser redescoberto e reinventado pelos designers e está na lista número um das tendências atuais.













 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 





Imagens: Made In Persbo, Occa Home, House Doctor, Home Life. Fjeldborg
 

23/03/2014

Minha casa e a sua história - Primeira Parte -


 Quando a Nila vem dormir aqui em casa eu preparo a mamadeira e me deito junto dela na minha cama. O ritual antes do soninho se inicia com a frase: Era uma vez... Agora que ela já tem dois aninhos ela mesmo diz: "Era uma veixiiizzz." Dito isso, os olhinhos fixam em mim, o cordãozinho da chupeta é engenhosamente enrolado e ajeitado bem abaixo do nariz. A partir desse momento, ela fica na expectativa do que está por vir.
 Hoje, a história contada aqui no blog não será para a Nila e, sim, para vocês. Esta é a história do nosso apê. Nele, alguns cantos mostram uma mistura que inclui por exemplo, objetos de design e objetos de lojas de R$1,99, utensílios de laboratórios com rolos de cordões,  móveis de design com peças de ferro velho,  peças do nosso ateliê Gaaya com peças tiradas de alguma caçamba, até peças antigas com peças contemporâneas... Aprendi há muito tempo a garantir essas misturas para chegar a um resultado que me agrada. A meu ver, a minha casa é como um caderninho de registros, um caderninho de capa de couro vermelho, amarrado com um pedaço de fita de cetim negra, está surrado, com páginas rabiscadas e algumas manchadas, nelas está escrito e armazenado a nossa história. Entre essas páginas, estão presos botões de flores para que eu me lembre daquilo que eu nunca poderia me esquecer... Tudo guardado no refúgio de um caderninho, ou melhor, de um lar.

Era uma vez...
Um corretor, uma família em busca de um apartamento para morar e um imóvel antigo... Mais de meses se passaram até encontrarmos este apartamento. A principio, quando estacionei o carro em frente um predinho de dois andares numa rua totalmente nua, ou melhor, desprovida de árvores, eu disse que não queria entrar. Depois de ter visto vários apês pequenos e com vários outros problemas, desacreditei que este seria interessante e a falta do verde na rua também pesou nesta decisão. Mas minha filha insistiu para darmos uma olhadinha. Pensei: Provavelmente essa não deve ser a rua com menos charme da cidade, e já que estou aqui, porque não?
Subimos as escadas. O corretor nos aguardava com a porta aberta. Ainda de pé diante da porta eu pensei:
Bem vinda ao lar.
As paredes do apartamento estavam totalmente iluminadas pela luz do sol. À medida em que as janelas foram se abrindo uma deliciosa brisa percorreu todos os cômodos.
Depois de explorá-lo,  vi que era grande o suficiente, mas pequeno o bastante. Do ponto de vista arquitetônico era antigo, mas sólido.


Foto: Nalini Ruguê