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23/06/2013

Flor da Erva-doce


Adoro a aparência delicada e vibrante da flor da Erva-doce ou Funcho, se preferir. Suas flores exalam um forte aroma adocicado e sua essência é utilizada na fabricação de licores, de confeitos e de medicamentos. Na medicina popular, utilizam-se principalmente as sementes. É estimulante da digestão, diurética, combate gases, cólicas, excitação nervosa e insônia. Alivia mal-estar e enjôos. Além de tudo isso, seus magníficos galhos com pequenos buquês nas extremidades dão um efeito feliz nos arranjos de flores para a decoração de festas ou buquês de noivas. Rústicos, refinados e "inventados". Esses galhos misturados à uma miscelânea de outras lindas flores, com certeza formam um conjunto favorável à alegria. Arranjos como esses parecem apenas esperar que as velas sejam acesas e que o vinho seja servido.





 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Erva-doce ou Pimpinella anisum branca
 
Erva-doce ou Pimpinella anisum amarela
 
Imagens: Redsundress
Decor8
Saddlerock
Tumblr
 
 

19/06/2013

À procura de cortinas numa tarde de Junho


Desço as escadas do meu prédio, como sempre faço. Estou prestes a ir em frente em busca de cortinas para o nosso apartamento que está com todos os móveis entulhados e coberto por lonas, piso empapelado e pó por todos os lados. Três pintores lixam e lixam ao som de "Esse cara sou eu!" E eu lá, no meio de toda aquela empolgação. Não levei muito tempo para decidir que "a tarde é uma criança" e que devo sair. Há alguns anos vi uma cortina no consultório da minha terapeuta e me encantei com o acabamento. Perguntei de onde era e ela me falou de um lugar chamado Novo Stillo. Escondido, pelo que me lembro, atrás da Praça do Rosário, e é para lá que me dirijo. Assim que chego sou recebida por um senhor de fala baixa. Nesse momento, a única voz que escuto e entendo é a minha.
- Gostaria de ver cortinas para minha casa.
Ele mal abre um sorriso, garantindo-me que este não foi o pedido mais extravagante que ouviu esta tarde.
- A senhora tem idéia do que quer?
- Sim. Passo para ele todas as informações possíveis. Como se eu soubesse mais sobre as cortinas do que sobre mim mesma.
 Ele prossegue me mostrando e explicando sobre cada detalhe dos materiais e da montagem. Estou encantada.
Há quanto tempo o senhor trabalha nesta área? Pergunto. Imediatamente faço um esforço imenso para escutá-lo e entendê-lo
Agora sim, ele abre um grande sorriso e diz:
- Tem pouco tempo. Desde 1964. Diz em voz muito baixa.
Penso comigo mesmo: "Será que estou ficando surda?"
Vejo que ele se entusiasma e eu também ao ouvi-lo contar como foi o início de seu trabalho e quem eram seus concorrentes. Sorriu novamente ao falar que já não existia nenhum deles. Deixava-me totalmente concentrada na  história sobre o que se usava na época e o que voltou à moda hoje em dia. Finalmente eu conseguia escutá-lo. Acho que ele descontraiu com a conversa e soltou a voz. Eu gostava daquele som. Eu gostava de ouvi-lo. Parecia outra pessoa e não aquela que me atendeu logo que cheguei. Falei com ele sobre o meu trabalho. Apartir daí a conversa parecia não ter fim. Eu sabia o suficiente sobre as minhas cortinas, na verdade, o que estendeu o nosso assunto foi à volta do que já se usou um dia.
 Ele disse: - Tudo voltou, menos as cortinas de renda.
- O senhor está enganado. Afirmei.
Falei sobre a volta dessas cortinas, a volta das cortinas de veludo, dos tecidos adamascados e dos florais. Percebo sua expressão de surpresa e dúvida ao mesmo tempo.
Minha visita durou mais do que o esperado. Acho que falei demais. Sinto que preciso ir.
De volta ao lado de fora, sob o sol, respiro fundo e faço o caminho rumo à minha casa. Imagino que, a esta altura, os pintores devem estar terminando o seu turno. De volta ao pó.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagens: Lizzonet
James Hare
Tumblr
 

18/06/2013

Na cabeça ou na parede?

Estamos no mês das Festas Juninas. Acho que esse fato me influenciou na escolha do tema desta postagem. Portanto, se você gosta de chapéus e tem um ou mais em casa, que tal aproveitá-los na decoração?

















 
 
 
 
 
 
 
Imagens: Tumblr

29/05/2013

A volta da samambaia

"Quem viveu na década de 1980 se lembra das samambaias penduradas no teto da sala. Elas eram o xodó da família. Com o passar do tempo a espécie caiu em desuso e foi até rotulada de cafona por alguns. Mas isso já foi. Hoje, elas são estrelas de projetos de paisagistas. Seja sozinha ou em jardins verticais, a planta tem fácil manutenção e faz bonito."
Texto: Revista Casa e Jardim




















Imagens via Parisians-em-polkadots
Casa Cláudia
Casa e Jardim